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O amor natimorto

23.Mar.13

O amor nasceu morto no inverno de anteontem.

Estava morto, mas nasceu.

Uma contradição impossível, mas o amor não é possível.

O amor é mais sangue do que a veia aguenta.

E quando nasce morto, é a dor do membro arrancado que ainda dói. Que ainda coça. Mas que é impossível coçar.

A um amor natimorto não se permite dano. Não definha, não passa, não afoga na dose de uísque. O amor natimorto é perfeito.

Somos nós, hospedeiros do amor, que sofremos a morte antecipada do amor, mas não devíamos.

O amor natimorto não se enfeia.

É bonito, sempre, e só.

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